Eletrodo de Tungstênio no Processo de Solda TIG e suas especificações

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No processo TIG o eletrodo de tungstênio funciona como terminal do arco e não é consumível. É ele que gera o calor para a abertura do arco de solda e inícia o processo de solda. Daí a importância de conhecer o tipo de eletrodo de tungstênio correto e a forma mais eficiente para utilização no processo de soldagem TIG para maior proveito e benefício.

UTILIZAÇÃO DO ELETRODO DE TUNGSTÊNIO

ELETRODOS DE TUNGSTÊNIO PURO

Os eletrodos de tungstênio puros possuem, no mínimo, 99,5 % de tungstênio e tem uma capacidade de corrente inferior que os eletrodos de liga de tungstênio. Porém, são muito utilizados em soldagem com corrente alternada, pois mantém uma extremidade limpa e arredondada, que possibilita boa estabilidade ao arco neste processo.

ELETRODOS DE TUNGSTÊNIO LIGADOS

  • Eletrodo de Tungstênio com Tório: Os eletrodos de tungstênio com óxido de tório, são classificados como EWTh-1com ponta amarela e 1% de tório e EWTh-2 com ponta vermelha e 2% de tório. Os eletrodos de tungstênio ligados permitem a operação em correntes mais elevadas (aproximadamente 20% de acréscimo). Esses eletrodos de tungstênio com tório mantém uma ponta fina durante a soldagem, o que facilita a soldagem de aços. Já na soldagem com corrente alternada tornam-se ineficazes e não tem o mesmo benefício, pois não mantém a ponta arredondada.
  • Eletrodo de Tungstênio com Cério: Os eletrodos de tungstênio com óxido de cério, apesar de possuírem características muito parecidas aos toriados tem a vantagem de não trabalhar com um elemento de tungstênio radioativo. Estas mesmas características são mantidas nos eletrodos de tungstênio com óxido de lantânio.
  • Eletrodo de Tungstênio com Zircônio: Os eletrodos de tungstênio com óxido de zircônio são muito utilizados em soldagem com corrente alternada, pois combinam a estabilidade e ponta arredondada do eletrodo de tungstênio puro e a capacidade de corrente e partida dos eletrodos de tungstênio toriados. Mas, possuem resistência de contaminação mais alta que os eletrodos de tungstênio puros.
  • Os eletrodos de tungstênio que não se fazem parte das classificações acima são classificados como EWG, contendo quantidade e combinação de óxidos não específicos.

 ELETRODOS DE TUNGSTÊNIO UNIVERSAL

Os eletrodos de tungstênio universal são uma inovação no mercado. Eles possuem um forte diferencial que exclui os riscos de contaminação radioativa durante a soldagem TIG. Esse tipo de eletrodo reduz ainda o impacto ambiental fazendo com que os pedaços remanescentes e as partículas de esmerilhamento não sejam mais tratadas como perigosas.

Sendo assim, não há necessidade de nenhuma medida de segurança especial para o apontamento, armazenamento e o transporte.

Adequados para todas as aplicações de soldagem de CA (Corrente Alternada) e de CC (Corrente Contínua), para aços sem liga e de alta liga, ligas de alumínio, titânio, níquel cobre e de magnésio, o eletrodo de tungstênio universal, é classificado como E3 e codificado com a cor lilás.

EXTREMIDADE DO ELETRODO DE TUNGSTÊNIO

A extremidade do eletrodo de tungstênio normalmente é preparada pelo arredondamento, esmerilhamento ou afiação química. No geral, uma ponta cônica é preparada, mesmo que a extremidade vá ser arredondada para um processo em corrente alternada.

  1. ARREDONDAMENTO

– Utilizado em processo de corrente alternada, o arredondamento é realizado pela abertura de um arco em um bloco de cobre refrigerado a água, utilizando corrente alternada ou corrente contínua com eletrodo de tungstênio no polo positivo. A corrente é aumentada até que a extremidade torne-se branca com o calor e o tungstênio começa a fundir-se, formando uma pequena bola em sua ponta. A dimensão da extremidade não poderá ser excessiva para não cair enquanto amolecida.

  1. ESMERILHAMENTO

– Para permitir uma maior estabilidade do arco, as pontas cônicas dos eletrodos de tungstênio devem ser feitas por esmerilhamento, com o eletrodo de tungstênio perpendicular ao eixo do rebolo. O rebolo deve ser exclusivo para esta operação para eliminar a possibilidade de contaminação do eletrodo.

  1. AFIAÇÃO QUÍMICA

– A afiação química é feita mergulhando a ponta vermelha do tungstênio em uma vasilha com nitrato de sódio. A reação causa uma erosão uniforme em torno da circunferência e da extremidade do eletrodo de tungstênio. Para formar a ponta cônica é necessário repetir o procedimento, até ficar a ponta cônica desejada.

CONTAMINAÇÃO DO ELETRODO DE TUNGSTÊNIO

A contaminação do eletrodo de tungstênio geralmente acontece, quando o soldador mergulha o eletrodo de tungstênio na poça ou toca o eletrodo de tungstênio com o metal de adição. Uma proteção imprópria também pode causar oxidação do eletrodo de tungstênio e contaminação da solda. A contaminação também pode acontecer pela vaporização de metais no arco e respingos da poça. A contaminação afeta as características do arco e causa inclusões no metal de solda. Quando ocorre a contaminação, a soldagem deve ser interrompida e a porção contaminada do eletrodo de tungstênio deve ser removida, e refazer a afiação de acordo com as características necessárias na ponta.

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