Segurança na Soldagem nos processos Tig, Mig/Mag, Eletrodo Revestido, Plasma, Arco Submerso

Segurança para o soldador 2

Vários processos de solda e corte utilizam energia elétrica como fonte de calor para fusão de metais. A energia elétrica possui duas grandezas básicas: tensão, expressa em volts e corrente expressa em amperes.
Para que a corrente elétrica circule é necessário aplicar tensão em um condutor. Os metais em sua maioria são considerados bons condutores. O corpo humano por ser constituído por 70% de água e rico em sais minerais é considerado um bom condutor. A passagem de uma corrente elétrica através do corpo pode gerar vários danos a saúde. Se o soldador não utilizar equipamentos adequados de proteção ele pode ficar exposto aos efeitos da corrente enquanto troca os eletrodos. O perigo é bem maior em ambientes quentes pois o suor diminui a resistência elétrica do corpo.

A tensão de operação da soldagem com arco elétrico atinge 35V de acordo com o tipo de processo utilizado. Apesar das voltagens de solda não serem altas, elas não podem ser desprezadas como risco potencial. Todas as conexões devem estar perfeitamente ajustadas a fim de evitar aquecimento e a produção de faíscas com consequente risco de incêndio.

Para aumentar a segurança no processo de eletrodos revestidos é necessário o uso de porta-eletrodos em boas condições. Já nos processos mig/mag e tig as tochas e os acessórios devem estar em bom estado de uso. No corte plasma a voltagem em vazio pode atingir 300V, já durante o corte a tensão média é de 115V. Nos processos de solda e corte por combustão e arco elétrico, há liberação de grande quantidade de energia na forma de radiação luminosa, infra vermelha e ultra violeta em níveis muito superiores aos tolerados pelo corpo humano. Nestes processos é obrigatório o uso de máscaras e óculos com lentes específicas para cada tipo de aplicação.

Outras partes do corpo também devem ser protegidas com o uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual):

  • Botas de soldado isolante;
  • Perneiras;
  • Avental de raspa;
  • Mangotes;
  • Luvas de raspa.

Durante a soldagem e corte de metais são liberados fumos na forma de óxidos metálicos e gases. A quantidade e a composição desses fumos varia de acordo com o processo e os níveis de energia empregados.

Os operadores devem evitar a exposição direta aos fumos com uma boa ventilação e a utilização de equipamentos de aspiração centralizada ou individual. Na soldagem em ambientes confinados, devem ser garantido o suprimento de ar fresco ao soldador com uso de máscara específica.

Normalmente os ruídos emitidos nos processos de solda e corte não ultrapassam os limites de segurança. Estes limites porém, podem ser ultrapassado na preparação e limpeza das peças a serem soldadas e no corte plasma acima de 100A. Nesses casos, é necessário o uso de protetores auriculares adequados.

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